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PETR STACHO

Nasceu (1965) e trabalha na República Tcheca. É professor na Glassmaking School in Kamenický Šenov, a escola de vidro mais antiga da Europa. Conquistou sua reputação como artista de vidro no início dos anos 1990, quando ainda estudava na Academia de Artes, Arquitetura e Design de Praga, onde foi aluno de Vladimir Kopecky. Stacho havia frequentado antes por quatro anos a Escola de Vidro de Kamenicky Senov, a mesma onde hoje ele é professor.


Sua atitude em relação ao vidro e à arte em geral pode ser definida como uma recusa em fazer concessões, combinada com uma ênfase inabalável na qualidade de toda e qualquer obra de arte.

O encantamento de Stacho com formas triangulares é uma característica distintiva. O triângulo é a mais dinâmica e agressiva das formas geométricas: com suas pontas e bordas afiadas, ele evoca perigo e desconforto. Nas palavras do próprio Stacho: “Para mim, o triângulo — ao contrário do círculo — representa permanente inquietação. Estou sempre admirando suas pontas afiadas. É preciso ter cuidado para não se machucar. Ao sair do estúdio eu sempre dou uma olhada para trás, para ter certeza que o triângulo não está se arrastando para me atacar”. Licenças poéticas à parte, do ponto de vista de um artista de vidro tão obcecado com a forma do triângulo, essa declaração divertida carrega muito significado.

A arte do vidro combina trabalho físico árduo com destreza manual, tecnologia com processos mentais sutis. São estes aspectos que tornam a arte do vidro tão atraente e tão difícil de dominar. Stacho aparentemente escolheu o triângulo como um símbolo de busca intuitiva pela perfeição e do equilíbrio de todos esses elementos na arte do vidro — a perfeição ideal da visão do artista, que sofre com as constantes perturbações e interferências da imperfeição humana e com a aleatoriedade da natureza do vidro. É bem sabido que o vidro sempre segue uma essência imprevisível. Somente os mestres são capazes de comandá-lo.